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Sustentabilidade: Pesquisa revela que quatro em cada dez brasileiros ainda desconhecem a economia circular

Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto QualiBest, a pedido do Movimento Plástico Transforma, revelou que 39% dos brasileiros — o equivalente a cerca de quatro em cada dez pessoas — nunca ouviram falar sobre o conceito de “economia circular”. O modelo surge como uma alternativa ao sistema tradicional linear (onde o produto é fabricado, utilizado e descartado), propondo uma gestão na qual os recursos são reaproveitados, recuperados e reinseridos continuamente no ciclo produtivo para reduzir o desperdício.

O levantamento aponta que, embora o termo já tenha chegado ao conhecimento de 57% da população, a compreensão real sobre o tema ainda é bastante superficial. Dentro deste grupo que já ouviu a expressão, apenas 12% afirmaram conhecer bem o assunto, enquanto 45% admitiram não saber os detalhes práticos do funcionamento do conceito.

Disposição para Mudar Hábitos e Logística Reversa

Apesar da falta de intimidade com a nomenclatura técnica, o estudo trouxe dados positivos quanto ao interesse do brasileiro em agir de forma mais sustentável:

  • Mudança de Comportamento: 74% dos entrevistados demonstraram total disposição para modificar seus hábitos diários de consumo com o objetivo de gerar menos lixo e resíduos.
  • Responsabilidade Compartilhada: A população é vista pela maioria como o pilar central da reciclagem (78% acreditam que o cidadão deve fazer sua parte), seguida por cobranças crescentes sobre a atuação dos governos (63%) e das empresas privadas (55%). As escolas e organizações não governamentais (ONGs) também foram lembradas como fundamentais na engrenagem.
  • Logística Reversa: A prática de devolver embalagens ou produtos pós-uso ao fabricante já foi realizada ao menos uma vez por 42% dos ouvidos na pesquisa, sendo que 14% adotam a prática com frequência.
  • Coleta Seletiva: O estudo mostra que 55% dos entrevistados possuem acesso à coleta seletiva em casa ou na rua.

Especialistas do setor apontam que o cenário reforça a urgência de ampliar o debate público e a educação ambiental, utilizando principalmente as escolas e canais comunitários. O foco em crianças e adolescentes é defendido como estratégico, uma vez que o público jovem atua como um grande transmissor de informações e de bons exemplos práticos dentro de suas próprias casas e bairros, ajudando a transformar a intenção de reciclagem em ações efetivas no dia a dia.

Jornalismo Clube FM 101,1
Marcelo Lucini
DRT/SC 1797

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