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Adiamento de interrogatório atrasa inquérito sobre morte de gestante e bebê em Santa Catarina

A conclusão do inquérito policial que apura as circunstâncias da morte de uma jovem gestante de 18 anos e de seu bebê sofreu um novo atraso. A demora ocorre após o adiamento do interrogatório de integrantes da equipe médica que prestou os atendimentos iniciais à vítima em Indaial.

Entenda o Caso

A investigação busca esclarecer possíveis falhas nos protocolos médicos após a jovem, Maria Luiza Bogo Lopes, ter procurado atendimento hospitalar por quatro dias consecutivos com sintomas que incluíam dores no corpo e vômitos. Ela e a bebê não resistiram após uma transferência de emergência para uma unidade em Blumenau.

Andamento das Investigações

A Polícia Civil de Indaial, responsável pelo caso, já conta com laudos da Polícia Científica que apontaram inconsistências técnicas nos prontuários médicos. Entre os pontos destacados pela perícia estão:

  • Solicitações de exames laboratoriais sem os respectivos resultados anexados;
  • Falta de investigação de sintomas compatíveis com doenças sazonais, como a dengue;
  • Liberações sucessivas da paciente mesmo diante do quadro de piora clínica.

Os depoimentos dos profissionais de saúde, que estavam previstos para ocorrer nesta semana, são considerados fundamentais para determinar se houve negligência, imprudência ou imperícia. Com o adiamento dessas oitivas, o prazo para o fechamento do inquérito e o eventual indiciamento dos responsáveis foi estendido.

Posicionamento Institucional

O hospital de Indaial informou que abriu uma investigação técnica interna e que segue colaborando com as autoridades para o esclarecimento completo dos fatos. O caso segue sob sigilo parcial para preservar os detalhes técnicos da investigação.

Marcelo Lucini

DRT/SC 1797

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