No âmbito do Outubro Rosa e do Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou a publicação “Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama”. O estudo inédito revela que, apesar de a incidência da doença ser registrada em maior número entre mulheres brancas, a taxa de mortalidade em decorrência do câncer de mama chega a ser 3,8 vezes maior entre mulheres negras.
Os dados reforçam a urgência do fortalecimento de políticas públicas com foco na equidade de acesso ao diagnóstico precoce e aos tratamentos especializados no Sistema Único de Saúde.
Fatores de Risco e Desigualdade no Acesso:
- Diagnóstico Tardio: Segundo a coordenação de detecção precoce do Inca, a alta mortalidade está associada a barreiras no acesso a exames preventivos de rastreamento — como a mamografia entre 50 e 69 anos —, resultando em diagnósticos em fases mais avançadas.
- Agressividade Biológica: O estudo indica que mulheres negras apresentam maior incidência do subtipo triplo negativo, considerado biologicamente mais agressivo e de tratamento mais complexo.
- Prevenção e Hábitos Protetores: O Inca alerta para fatores de risco modificáveis, como o aumento no consumo de bebidas alcoólicas e o excesso de peso. A entidade destaca que hábitos saudáveis, como atividade física regular, alimentação equilibrada e o aleitamento materno, ajudam a prevenir cerca de 17% dos casos da doença no país.
Jornalismo Clube FM 101,1
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Marcelo Lucini
DRT/SC 1797





