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Senadores divergem sobre velocidade de tramitação da PEC que prevê o fim da escala 6×1

A proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 começou a gerar debates no Senado Federal após sua aprovação pela Câmara dos Deputados. Parlamentares discutem agora qual deverá ser o ritmo de análise da matéria, que propõe mudanças significativas na jornada de trabalho dos brasileiros.

O texto aprovado pelos deputados estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê um período de transição para a implementação das novas regras.

No Senado, parte dos parlamentares defende uma tramitação mais rápida, argumentando que a medida representa um avanço nas condições de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores. Outros senadores, porém, avaliam que o tema exige maior debate com setores produtivos, empresários e especialistas para medir os impactos econômicos da mudança.

A proposta ainda aguarda definição dos próximos passos dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deverá ser analisada antes de seguir para votação em plenário.

Enquanto o debate avança, representantes de trabalhadores acompanham a tramitação com expectativa, defendendo a redução da jornada como forma de proporcionar mais tempo para descanso, convívio familiar e atividades pessoais. Já entidades empresariais manifestam preocupação com possíveis reflexos sobre custos operacionais e geração de empregos.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria precisa ser aprovada em dois turnos no Senado, com apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares, para então ser promulgada e passar a integrar a Constituição Federal.

Jornalismo Clube FM 101,1
Foto: Lula Marques/ Agência Braasil
Marcelo Lucini
DRT/SC 1797

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