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Depois da COP17, Brasil é pressionado a transformar metas ambientais em ações concretas

O Brasil enfrenta agora o desafio de transformar os compromissos assumidos na COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação em medidas efetivas de recuperação ambiental.

A conferência terminou recentemente na Mongólia e colocou em evidência a necessidade de ampliar os esforços para recuperar áreas degradadas, combater a desertificação e aumentar a resistência dos territórios aos efeitos das mudanças climáticas.

Entre os compromissos apresentados pelo Brasil está a recuperação de até 10 milhões de hectares de áreas degradadas até 2030. A meta faz parte de uma estratégia mais ampla de restauração ambiental e de enfrentamento da degradação do solo.

Especialistas e organizações ambientais, porém, defendem que não basta estabelecer objetivos. É necessário garantir recursos, planejamento, fiscalização e acompanhamento dos resultados para que as metas realmente saiam do papel.

A recuperação de áreas degradadas também pode contribuir para a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos e a melhoria das condições de produção no campo.

Outro ponto destacado nas discussões é a necessidade de integrar as políticas ambientais às ações de agricultura, desenvolvimento regional e adaptação às mudanças climáticas.

Com os compromissos internacionais renovados, a cobrança agora passa a ser pela implementação das medidas anunciadas e pela apresentação de resultados concretos nos próximos anos.

Jornalismo Clube FM 101,1
Marcelo Lucini
DRT/SC 1797

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