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Ex-secretário do governo de Mário Hildebrandt é alvo de busca e apreensão em residência de Blumenau

Nesta sexta-feira (28) a Polícia Civil de Blumenau cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do ex-secretário de Obras da Prefeitura de Blumenau, Michael Maiochi, também ex-secretário de Gestão Governamental, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente do Samae Municipal, durante o governo Mário Hildebrandt (PL) e Paulo Koerich (PL), em Gaspar. Michael havia sido exonerado em um de seus cargos durante outra operação do Gaeco em maio deste ano, intitulada como Operação Ponto Final, sob suspeita de envolvimento no caso.

O mandado aconteceu no bairro Salto do Norte, em Blumenau. Esteve à frente da operação a 4ª Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (4ª DECOR/DEIC), com apoio da Polícia Científica.

A suspeita é de que empresas prestadoras de serviços à prefeitura teriam custeado uma reforma de alto valor na residência de um ex-secretário municipal, como possível contrapartida por facilidades em processos de contratação pública.

Segundo o delegado Diogo Medeiros, as investigações apontam que os pagamentos estariam relacionados a benefícios concedidos às empresas em processos de contratação. “Reforma vultosa da residência do investigado como contrapartida por facilidades em processos de contratação pública”, afirmou o delegado.

Durante a operação, foi realizada uma busca e apreensão no imóvel com o objetivo de viabilizar uma perícia técnica para identificar o valor real das benfeitorias realizadas na residência. A análise foi feita por peritos da Polícia Científica.

No local, também foram apreendidos documentos e outros elementos que poderão auxiliar na investigação sobre a origem dos recursos utilizados para custear a obra.

Além das buscas, a Polícia Civil cumpriu medidas cautelares de natureza patrimonial determinadas pela Justiça. Entre elas estão o sequestro do imóvel investigado, avaliado em mais de R$ 1 milhão, a apreensão judicial de um veículo de médio porte registrado em nome do ex-secretário e o bloqueio de valores mantidos em conta bancária de um familiar.

De acordo com a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo assegurar uma eventual reparação aos cofres públicos caso sejam comprovadas irregularidades e prejuízos ao erário.

As investigações continuam para esclarecer a origem dos recursos utilizados na reforma e verificar a existência de possíveis vantagens indevidas relacionadas aos contratos públicos.

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