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Médicos intensivistas defendem reestruturação ampla e qualificada das UTIs no Brasil

Pesquisa inédita promovida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) ouviu mais de 2.300 médicos intensivistas em todo o país e revelou disparidades acentuadas entre a qualidade percebida nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) públicas e privadas.

O levantamento, denominado Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras, destaca que a melhoria da assistência de alta complexidade exige medidas que vão além da mera criação de leitos, englobando insumos, protocolos clínicos e capacitação profissional.

Principais Apontamentos do Estudo:

  • Suprimento de Medicamentos: Apenas 22,7% dos médicos no SUS consideram totalmente adequada a disponibilidade de medicamentos essenciais no ambiente intensivo, índice que alcança 57,7% na rede privada.
  • Disponibilidade de Leitos e Protocolos: Em relação à suficiência de leitos, a avaliação positiva no setor público foi de 24,1%, frente a 51,4% no setor privado. Já o acesso a protocolos clínicos claros foi aprovado por 23,1% no SUS e por 40,2% na rede particular.
  • Equipe Multiprofissional: A presença de enfermagem e equipes multiprofissionais com especialização em terapia intensiva teve avaliação positiva significativamente maior na rede privada em relação ao setor público.
  • Alcance: A Amib pretende encaminhar os dados a gestores de saúde e órgãos de fiscalização para nortear políticas no setor, que abrange cerca de 44 mil leitos de UTI em todo o país.

Jornalismo Clube FM 101,1
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Marcelo Lucini
DRT/SC 1797

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