Uma manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acerca da retomada da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão no Brasil gerou polêmica nas redes sociais nesta última terça-feira (18) e reacendeu o debate histórico relacionado ao tema.
Durante uma sessão da Primeira Turma do STF, Moraes defendeu a necessidade da retomada do diploma, afirmando que a liberdade de imprensa precisa estar acompanhada de responsabilidade. Disse ainda, que as garantias constitucionais relacionadas ao jornalismo não podem servir como proteção para cometimento de crimes.
Na mesma ocasião, o ministro Flávio Dino manifestou a mesma opinião sobre o assunto, que volta a ser pauta nacional 17 anos após a derrubada da exigência de diplomas para exercício.
Segundo Moraes, o tema deve ser analisado pela Corte, levando em consideração as mudanças enfrentadas com a inserção no mundo digital, além da dificuldade de distinção entre profissionais formados em exercício, e destino dos atuantes sem graduação.
Os diplomas deixaram de ser obrigatórios no ano de 2009, após derrubada pelo Supremo Tribunal Federal.
O QUE DIZ A FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS?
Em uma publicação nas redes sociais, a FENAJ afirmou fazer parte desta luta, defendendo a obrigatoriedade do diploma, valorização do Jornalismo, qualificação profissional e pela informação com qualidade e responsabilidade.
“A FENAJ e os 31 sindicatos de jornalistas filiados estão na luta pela retomada da obrigatoriedade do diploma, uma bandeira histórica da categoria. A entidade defende a aprovação da PEC 206/2012, que restabelece a exigência da formação superior específica em Jornalismo para o exercício profissional,” destacou a federação em sua conta no Instagram.





