Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos e tecidos no Brasil atingiu o patamar de 45%. O índice coloca o país diante de um expressivo desafio para diminuir as filas de espera por um transplante, mesmo com o avanço das tecnologias e da infraestrutura hospitalar para os procedimentos.
A legislação brasileira estabelece que a autorização para a doação de órgãos de pacientes com diagnóstico de morte encefálica deve partir obrigatoriamente da família de primeiro ou segundo grau. Entre os principais motivos apontados para a negativa estão a falta de conhecimento prévio sobre o desejo do ente querido, o desconhecimento sobre o conceito de morte encefálica e a religiosidade ou receio quanto à integridade do corpo.
Especialistas e equipes do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) ressaltam a necessidade de ampliação das campanhas educativas e de conscientização. A orientação principal para quem deseja ser doador é conversar abertamente com os familiares em vida, expressando essa vontade, já que a decisão final caberá legalmente aos parentes no momento da perda.
Jornalismo Clube FM 101,1
Marcelo Lucini
DRT/SC 1797





