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Você sabe como são feitas as pesquisas eleitorais? Confira a matéria completa!

As pesquisas eleitorais são realizadas a partir da coleta e da análise de dados, utilizando métodos estatísticos de amostragem. O objetivo é selecionar um grupo de eleitores que represente, dentro dos critérios definidos pela metodologia, as características da população que será pesquisada.

Para chegar aos resultados, são utilizados cálculos estatísticos que consideram fatores como a margem de erro e o nível de confiança da pesquisa. A metodologia também define como os participantes serão selecionados e quantas pessoas deverão responder ao questionário.

A pesquisa deve ter um profissional de Estatística devidamente identificado no registro, e seguir as regras estabelecidas pela legislação eleitoral. Entre as normas estão a Resolução nº 23.600/2019 e as alterações feitas pela Resolução nº 23.747/2026.

No ano eleitoral, as pesquisas eleitorais precisam ser registradas no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até cinco dias antes da divulgação dos resultados.

No registro, devem ser apresentadas informações sobre a metodologia utilizada, o plano amostral, o contratante da pesquisa, os recursos empregados e outros dados exigidos pela legislação. Também devem ser informadas características da amostra, como a distribuição dos entrevistados por determinados critérios demográficos e os setores censitários utilizados.

As pesquisas registradas ficam disponíveis para consulta pública. A Justiça Eleitoral pode ser acionada para verificar possíveis irregularidades, inclusive por partidos políticos, federações, coligações, candidatas, candidatos e pelo Ministério Público Eleitoral.

É importante destacar que uma pesquisa eleitoral não é uma previsão do resultado da eleição. Ela representa a intenção de voto dos eleitores entrevistados no momento em que os dados foram coletados, dentro dos critérios e da margem de erro apresentados na metodologia.

Também é necessário diferenciar uma pesquisa que apresenta resultados desfavoráveis ou divergentes de uma pesquisa fraudulenta. A divulgação de pesquisa fraudulenta é considerada crime eleitoral e pode resultar em detenção de seis meses a um ano e multa, conforme a legislação.

Por isso, antes de acreditar ou compartilhar o resultado de uma pesquisa eleitoral, é importante verificar se ela foi registrada no TSE, conhecer a metodologia utilizada, observar a margem de erro e conferir quem contratou e realizou o levantamento.

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